quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Dj@.Poet@..... - *PORTO DO AMOR* -



Não
Tenho
Mais
Palavras
Nem
Portos
Para
Amparar
Teus
Desejos
Porto
Dos
Meus
Primeiros
Desejos.

Dj@.Poet@..... - *PORTO DO AMOR* -

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

=- Bruno de Paula -=




" (...) Nenhuma distância,
cabe dentro de um pensamento.
Em meus silêncios, encontro-te todos os dias. "

=- Bruno de Paula -=

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pedro Matos




F O R A D E M I M

Como posso estar junto de mim?
Como posso estar junto de quem se foi?
Como posso ver quem saiu dos meus olhos?
Como posso sentir meu coração?
Como posso ver minha sombra?

Fui junto com ela
Meus olhos são seus
Meu coração com ela se foi
Ela é minha sombra
Sou eu dentro dela
E não tenho como sair.
Se sou o que sou
É por você existir. (...)

Pedro Matos

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Marisa de Medeiros




De te amar todo dia...


(...) lua da minh'alma;
fala, agita, brilha, cala,
apaixona-se, ama, acalma;
inspira, imagina, destina,
desatina, ensina;
lua nova menina, as vezes,
cheia, junta-se, incendeia a
mulher que ama,
sabe o que quer, proclama;
mistura-se a constelação do
coração e, é estrela;
verdadeira, faceira,
feminina, amante, guerreira;
solidão vazia, tão cheia de
emoção, é voz, vida, magia;
da inspiração a doce poesia;
amar-te todo dia, meu amor;
como lua minguante, nova,
crescente, cheia, fases da lua
a'lma sente e acontece no
meu amor apaixonadamente.


Marisa de Medeiros

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Paulo Leminski



A LUA NO CINEMA

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

Paulo Leminski

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Li Michel



Onde estás?

Li Michel

Onde teus cabelos, teu sorriso...
... Onde teu olhar?
Partiram de mim, de repente...
Recordo aqueles tempos de luares e mares.
De perfumes e toques embriagadores.
De paz e de guerras.

Ah, meu coração se enchia com teu gozo,
meu corpo relaxava ao teu amor.
Lembranças...
Quantas noites a vagar sem destino.
Onde a rima, onde o prumo?
Onde apoitar minha nau?
Sem teu farol a me guiar
por mares revoltos,
me escondo de mim mesmo.

Minha realidade nos teus sonhos.
Tudo era bonito, nada era real.
Teu caminhar felino,
teu espreguiçar lânguido,
teu jeito de me apaixonar.

Oh sonhos!!!

Difícil é te perder antes de te encontrar...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

ZéReys – poeta do profundo.




"Numa corrida fugaz

Para saciar a minha vontade
de te abraçar, me recosto,
fecho os olhos e voo.
Não sinto os espaços nem as estrelas.

É um voo cego,
como daquele meteorito,
não sei se as tuas chamas
será a minha atmosfera...

Diferentemente
do fragmento de pedra,
me medra os teus braços abertos,
e se corro ao teu socorro.

Sei, no entanto, que de ti preciso
e quero muito a tua chama.
Compreendo que a minha consciência
e a minha razão prudente, são trancas.

... Não posso ter uma rota bêbada
e preciso ter receptividade,
conto com a tua saudade, chego de surpresa,
perfumado e bonito, como um meteorito.

ZéReys – poeta do profundo."